Por que a iniciativa?

Desde 2004,  Forest Trends  monitora a situação global dos arranjos de pagamento e compensação por serviços ambientais, através de uma iniciativa chamada “Matriz Global de Serviços Ecossistêmicos”. A Matriz ajuda a visualizar e acompanhar, de forma simples e direta, as tendências globais e regionais dos mercados de serviços ambientais. 

Em 2015, a Forest Trends lançou uma versão dedicada ao estudo de experiências brasileiras de transações que caracterizassem pagamentos por serviços ambientais. Com ênfase inicial na valorização e reconhecimento da função dos serviços ecossistêmicos (como carbono, água, biodiversidade etc.), o estudo objetivou estimular o desenvolvimento de incentivos econômicos visando a conservação e a recuperação de serviços ecossistêmicos no Brasil.

Um ano depois desse estudo pioneiro no Brasil, a Forest Trends faz uma nova análise de tendências, com a premissa que políticas públicas, mercados e projetos voluntários de serviços ambientais não podem dispensar a promoção de direitos humanos, notadamente de populações tradicionais e comunidades vulneráveis, e a busca de integridade ambiental com equidade social. Assim, está atenta ao desenvolvimento de instrumentos e iniciativas que valorizem as perspectivas e resultados socioambientais, para que a atualização contínua da Matriz possa servir de plataforma de compartilhamento de conhecimentos e oportunidades sobre as questões de serviços ambientais.

O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e a Forest Trends também firmaram uma parceria de dois anos para o desenvolvimento de um estudo técnico para o mapeamento das experiências de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) e outros incentivos econômicos nos oceanos no Brasil (incluindo ambientes costeiros e marinho). Os resultados deste estudo servirão de inputs para a própria Matriz Brasileira de Serviços Ecossistêmicos. A primeira etapa dos estudos, prevista para o início de 2017, já trará inserção das informações que farão parte da Matriz PSA, específicas de incentivos econômicos para os oceanos.

Forest Trends - É uma organização internacional sem fins lucrativos que trabalha para expandir o valor das florestas para a sociedade. Há mais de 15 anos vem promovendo a conservação das florestas e outros ecossistemas por meio da criação de incentivos económicos inovadores, do monitoramento e fortalecimento das chamadas “finanças ambientais”. Através da Iniciativa Comunidades apoia os povos indígenas e as comunidades tradicionais na garantia de seus direitos, na conservação de suas florestas, culturas e costumes, e na promoção do seu bem viver.

IDS - Instituto Democracia e Sustentabilidade -
É um think tank fundado em 2009 por um grupo de lideranças políticas, empresariais, acadêmicas e sociais, constituído como uma organização da sociedade civil, plural e apartidária. Sua criação emerge do entendimento de que democracia e sustentabilidade são valores indissociáveis: o desenvolvimento sustentável só será articulado e alcançado pelo fortalecimento da democracia. Ao mesmo tempo, os valores da sustentabilidade alimentam e fortalecem o processo democrático.

Dessa forma, o propósito da organização é estimular reflexões e propor ações que tenham como foco a convergência entre democracia e sustentabilidade.

IEA/USP - Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo
Espaço de reflexão onde se cultivam os estudos avançados conduzidos por mestres de excelência nacional e internacional, no interior da instituição. O IEA pretende, ao longo da gestão 2016-2020, reforçar a sua tríplice função acadêmica de local de reflexão crítica, sensor de avanços na fronteira internacional do conhecimento e incubadora de ideias propositivas. Dada a amplitude de suas interfaces com todas as áreas da USP, o IEA se propõe a ampliar o seu papel de favorecer a convergência de saberes, buscando analisar temas complexos a partir de uma visão multidisciplinar e de prototipação de modelos inovadores de intervenção contributiva para se lidar melhor com os grandes desafios da sociedade.

Rede GTA – Em 1992, à época da Rio-92, foi criado o Grupo de Trabalho Amazônico, rede que envolve mais de 600 entidades representativas de agricultores, extrativistas, indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu, pescadores, ribeirinhos, entre outras comunidades que convivem com ecossistemas florestais, fluviais e costeiros. Criada para promover a participação das comunidades da floresta nas políticas de desenvolvimento sustentável, a Rede GTA é formada por 20 regionais em nove estados da Amazônia Legal para promover novas políticas e atitudes, ao lado de seus parceiros e fóruns socioambientais, por meio de projetos e mobilizações de guardiões da biodiversidade e povos que estão nas florestas, para encontrar o rumo da sustentabilidade.

Funbio- É uma associação civil sem fins lucrativos que, em 2016, completa 20 anos. É um mecanismo financeiro privado inovador, criado para desenvolver estratégias que contribuam para a implementação da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB) no Brasil. Atua como parceiro estratégico dos setores público e privado e da sociedade civil organizada, em parcerias que consolidam políticas de conservação. Desde 2015, a área de conservação do Funbio está organizada em três unidades: Doações Nacionais e Internacionais, Obrigações Legais e Projetos Especiais, esta última, responsável pela gestão do projeto Matriz PSA na instituição.